quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Resenha: True (True Belivers #1) - Erin McCarthy

Sinopse: "Quando as colegas de quarto de Rory descobrem que a tímida e estudiosa garota nunca passou uma noite com um homem, decidem que vão ajudá-la a perder a virgindade contratando o confiante e tatuado Tyler para fazer o serviço, porém sem o conhecimento dela. Tyler sabe que não é bom o bastante para Rory. Ela é brilhante, enquanto ele está lutando para se formar na faculdade e conseguir um emprego, para, então, poder tirar seus irmãos mais novos da mãe drogada. Mas ele acaba aceitando a proposta, pelo menos como uma oportunidade de conhecê-la melhor. Há algo nela que o intriga e o faz querer ficar perto — mesmo sabendo que não deveria. Divididos entre o bom senso e o desejo, os dois se veem envolvidos em uma relação apaixonada. Mas, quando a família desajustada de Tyler ameaça destruir seu futuro — e o dela —, Rory precisa decidir se vai cortar os laços com o perigoso mundo do namorado ou se vai seguir seu coração, não importa o preço a pagar."



Antes mesmo de começar a ler este livro, vi que ele tinha alguns comentários em que leitoras diziam que o mesmo não passava de mais um bom e velho cliché. Sabe aqueles que a gente pode citar tudo o que vai acontecer mesmo antes de ler? É bem assim. True faz exatamente o estilo daqueles clichês no estilo colegial virgem que se apaixona pelo bad boy. 


Não, o seu enredo não é nada original. 



MAS CALMA AÍ.


Isso não significa que a história não seja boa.


Eu adorei a Rory e o fato de que ela acolhe não só o Tyler como também o pacote completo que vem junto me faz admirá-la ainda mais. Ela é absolutamente honesta e lógica, mas nem por isso ignora os próprios sentimentos. A única coisa que me irritou nela é sua baixa autoestima e o fato dela achar que nenhum garoto gostaria de ficar com ela (o que também, infelizmente, faz parte dos clichês).


Dizer que o livro me causou aquele frio na barriga, ou que me fez rir e chorar seria uma mentira horrível, embora eu tenha adorado a leitura e tido pressa em terminá-lo (não por obrigação, mas por vontade de ver o desfecho). Talvez seja a própria calma da protagonista que me fez absorver isso ao longo da história. Quando achava que ela teria um ataque e sairia correndo para bem longe de Tyler, ela fazia totalmente o contrário, por isso confesso que me abalei quando chegou o momento em que ela se deixou quebrar.


E o Tyler... ah... Acredito seriamente que eu tenho um fraco muito forte (me desculpem a antítese rs) por bad boys que nunca externam aquilo que realmente sentem/são, e que as pessoas até jogam pedras, mas quando os conhecem derretem o coração. Tyler me lembrou um pouco Trevis Maddox de "Belo Desastre", um pouco mais previsível, mas igualmente apaixonado.


Eu me apaixonei pelo Tyler de cara, não vou dar spoiler, mas ele é aquele mocinho que já começa a história protegendo a mocinha, mas sem querer se engrandecer por isso. Além do mais ele é super atencioso e se preocupa de verdade com ela. P.e.r.f.e.i.t.o.

"Quando ele se aproximou de mim, a cabeça vindo na direção da minha e a mão deslizando na minha cintura, entrei em pânico.
— O que você está fazendo?
— Estou planejando te beijar. Se você não se importar.
— Eu ainda não decidi — respondi com sinceridade, recuando um pouco e afundando em casacos macios, enquanto escapava para organizar os pensamentos. Seu divertimento escapou na forma de uma expiração suave, e ele sorriu.
— Rory, você me mata de verdade. Não conheço nenhuma outra garota que teria respondido desse jeito.
Nem me fala.
— Desculpa. Mas é verdade.
— Não quero que você se desculpe. Eu gosto disso em você. — A mão dele deslizou para dentro da jaqueta e tocou a parte inferior das minhas costas, me puxando delicadamente em sua direção. — Mas sabe o que eu quero?
— O quê? — Se bem que eu poderia adivinhar.
— Eu quero que você me beije.
— E só? Porque eu não posso prometer mais nada. — Eu queria deixar isso claro. Eu não sabia bem até onde estava disposta a ir, e, num mundo onde parceiros sexuais são trocados como um maço de cigarros comunitário, eu não queria me ver numa situação que não me deixasse à vontade.
— Só. Por enquanto, pelo menos. Mas não se preocupa. Só o que você quiser, eu prometo. Embora seus olhos parecessem indicar que eu ia querer muito mais, depois que ele terminasse.
— E a Jessica? — perguntei, porque também parecia importante ouvir seus sentimentos em relação à minha colega de quarto. A penugem macia dos casacos envolvia meus ombros, e eu senti um gancho me espetando na nuca, mas não consegui me mexer. Eu me sentia segura. Embora não parecesse mais tão seguro quando o Tyler fez o espaço entre nós evaporar ao levantar a outra mão e a enterrar nos meus cachos, os quadris pressionando os meus. Ele parecia sério, a voz baixa, mas firme.
— A Jessica e eu combinamos de usar um ao outro, e agora combinamos de parar de usar um ao outro. Você ouviu o que ela disse. Ela não se importa. Somos amigos. Nada mais, nada menos.
Esgotei os argumentos racionais de todos os motivos pelos quais eu não poderia fazer a única coisa que eu queria mais que tudo. Não havia mais nada para discutir ou negociar, e eu estava bem consciente de que provavelmente era a primeira garota a fazer essas duas coisas. Mas era isso: eu estava dentro ou fora, e a escolha era minha. Fiz um sinal de positivo com a cabeça
— Pode me beijar."

Num panorama geral, True é um livro bonitinho e gostoso de ler, não fiz esforço para ler até o final, mas também não passei todo o dia agarrada com ele. Sua trama não tem nada de mais e eu gostaria muito de ler Sweet (True Belivers #2) o quão rápido eu puder, e garanto que faço uma nova resenha. 








Espero que tenham gostado!




Boa leitura

Cameron.

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