
Sinopse: "Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão,
Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o
lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são
prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de
avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da
armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.
O que Miles e Tate
sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco
tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas
regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um
relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se
apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o
desejo."
Sabe aquele livro que você não sente tanta vontade de ler, sem saber o porquê exatamente (sendo que você sabe lá no fundo, porque seu senso de imunidade grita "NÃO LEIA, VOCÊ VAI SOFRER), então deixa de lado, mas quando começa finalmente a ler não consegue mais largar? Foi exatamente assim com esse livro da Collen Hoover, por sinal, o primeiro que leio dela, mas que me prendeu de uma forma....
A história aparenta ser simples, mais uma daquelas que a mocinha se apaixona pelo melhor amigo do irmão e então eles não conseguem ficar juntos, mas a que gente sabe que no fim vai dar tudo certo.
"Eu sempre fui enganada por o tipo de rapaz calmo. Primeiramente porque a maioria dos rapazes fala muito, e é doloroso ter que sofrer por cada pensamento que passa por suas cabeças. Miles me faz desejar que ele fosse o oposto do rapaz calmo, no entanto. Eu quero saber todos os pensamentos que passam por sua cabeça. Especialmente um pensamento que está lá agora, escondido por trás de uma inabalável, e estoica expressão. Eu continuo encarando pelo retrovisor, tentando entendê-lo, quando ele olha pra mim de novo. Eu olho pro meu celular, um pouco envergonhada que ele me pegou olhando. Mas aquele espelho é como um ímã, e maldição, se meus olhos não voltam pra lá. O segundo que olho pro espelho novamente, ele também o faz. Droga. Essa viagem vai ser a mais longa de toda a minha vida. Eu espero três minutos, então olho de novo.Droga. Ele também o faz.Eu sorrio, divertida com qualquer que seja o jogo que estamos jogando. Ele sorri também. Ele. Sorri. Também.
Miles olha de volta pra estrada, mas seu sorriso permanece por alguns segundos. Eu sei, porque eu não paro de olhar. Eu quero tirar uma foto antes que ele desapareça de novo, mas isso seria estranho. Ele abaixa seu braço para descansar no encosto, mas meu pé está no caminho. Eu o tiro com minhas mãos. - Desculpa,” digo, quando eu começo a colocá-los de volta. Seus dedos envolvem meu pé descalço, me parando - Tudo bem - ele diz. Sua mão ainda está envolvendo o meu pé. Eu o encaro. Inferno, seu polegar está se movendo. Deliberadamente se movendo, acariciando o lado do meu pé. Minhas coxas se fecham e minha respiração para nos meus pulmões e minhas pernas estão tensas, porque eu seria amaldiçoada se sua mão acariciasse apenas o meu pé antes que ele a tire. Eu tenho que morder o interior da minha bochecha para não sorrir. Eu acho que você está atraído por mim, Miles."
O problema é que chega em um ponto que a gente NÃO sabe se tudo vai acabar bem e morre de raiva do Miles porque ele quer ficar com ela, mas não admite. Confesso, senti vontade de jogar o livro na parede nessas horas. Ele vive dizendo, em todo o livro, que não é mais capaz de amar, mas a gente vê que ele sente algo forte pela Tate, mas não se permite viver além de encontros casuais.
Então ela aceita ser só aquele "contatinho" do Miles, mas acaba se apaixonando por ele, ao mesmo tempo em que finge que tá super de boas viverem só se pegando. O idiota do Miles, as vezes percebe, mas é tão atormentado, tadinho (algumas vezes eu fiquei com muita dó dele, de verdade), que não consegue assumir o que sente e trava sempre quando a Tate demonstra que gosta dele.
"Eu aceno enquanto me levanto e coloco meu jeans.
- Pegue minha blusa na cozinha - eu peço para ele. Eu coloco meu sutiã e o abotoo. Ele abre a porta do meu quarto, mas ele não sai. Ele para na porta. Ele está olhando pra alguém. Merda. Eu não tenho que ver para saber que Corbin está parado lá. Eu imediatamente corro para a porta para parar o que quer que esteja pra acontecer.
Quando eu seguro a porta e abro mais, Corbin está parado na sua porta do outro lado do corredor, encarando Miles. Eu faço o primeiro movimento.
- Corbin, antes que você diga algo... - Ele levanta a mão para eu me calar. Seus olhos caem um segundo para o meu sutiã, e ele estremece como se estivesse esperando que o que ele ouviu realmente não aconteceu. Ele olha pra longe, e eu imediatamente me cubro, constrangida que ele ouviu tudo. Ele olha de volta para Miles, e seus olhos são uma mistura igual de raiva e desapontamento.
- Há quanto tempo?
- Não responda isso, Miles - eu digo. Eu só quero que ele saia. Corbin não tem direito de estar perguntando isso para ele. É ridículo.
- Um tempo - Miles diz, envergonhado. Corbin acena lentamente, deixando isso se aprofundar.
- Você a ama? - Miles e eu nos olhamos. Ele olha de volta pra Corbin como se ele estivesse decidindo pra qual dos dois ele vai dar uma resposta para agradar. Tenho certeza que é a sua sacudida de cabeça não agrada nenhum de nós. - Ao menos está planejando isso? - Corbin pergunta. Eu continuo estudando Miles como se alguém estivesse perguntando para ele quando é o significado da vida. Eu acho que eu quero a resposta pra pergunta de Corbin mais do que ele quer. Miles respira e balança sua cabeça novamente.
- Não - ele sussurra. Não.
Ele nem sequer está planejando me amar. Eu sabia sua resposta. Eu esperava isso. No entanto, ainda machuca como o inferno. O fato que ele nem sequer pode mentir sobre isso para salvá-lo de desapontar Corbin prova que isso não é algum jogo que ele está jogando.Isso é Miles. Miles não é capaz de amar. Não mais, de qualquer jeito. Corbin agarra a moldura da porta e pressiona sua testa contra seu braço, inalando uma lenta, firme respiração. Ele olha de volta para Miles com olhos como flechas destinadas a um alvo. Em toda a minha vida, eu nunca vi Corbin zangado assim.
- Você apenas comeu a minha irmã? - Eu estou esperando que Miles caia pra trás com o impacto das palavras de Corbin, mas ele dá um passo em sua direção ao invés disso.
- Corbin, ela é uma mulher crescida. Corbin dá um passo rápido em direção de Miles.
- Saia. - Miles olha de volta pra mim, e seus olhos se desculpam e estão cheios de remorso. Eu não tenho certeza se isso é por mim ou por Corbin, mas ele faz o que Corbin mandou. Ele sai. Eu ainda estou para na porta do meu quarto, olhando para Corbin como se eu pudesse voar através desse corredor e cobri-lo. Corbin me atravessa com um olhar tão firme quanto a sua postura. - Você não é um irmão, Tate - ele diz. - Não se atreva a me dizer que eu não tenho permissão pra ficar puto.- Ele entra no seu quarto e bate a porta. Eu pisco rapidamente, lutando contra as lágrimas de raiva por causa de Corbin, lágrima de dor por causa de Miles, e lágrimas de vergonha por causa do egoísmo das escolhas que eu fiz pra mim mesma. Eu me recuso a chorar na frente deles."
Eu só digo uma coisa: esse livro TEM que ser lido. Provavelmente vou ler outros da autora e fazer mais resenhas deles pra vocês. Mas sério, leiam "O lado feio do amor", é um livro cheio de drama e amor, daqueles que você se vê realmente dentro da historia pela riqueza de detalhes que, por incrível que pareça, não a torna entediante. Há uma história com vários problemas e o desfecho vocês só descobrem no final!
Boa leitura,
Cameron
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